Pluto - Naoki Urasawa

. Título original: Pluto (プルートウ)
. Volume: 1 (de 8)
. Co-roteiro: Takashi Nagasaki
. Baseado em obra de: Osamu Tezuka (“O Maior Robô do Mundo”, arco de Astro Boy)
. Gêneros: Ficção científica, suspense, drama, mistério
. Publicação original (Japão): Shogakukan, revista Big Comic Original
. Editora no Brasil: Panini
. Volume 1 de 8
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Resenha

O primeiro volume de Pluto nos transporta para um futuro avançado tecnologicamente, em que robôs coexistem com humanos sob rigorosas leis que visam assegurar a paz. No entanto, essa aparente harmonia começa a desmoronar quando uma sequência de assassinatos meticulosamente planejados começa a atingir personalidades proeminentes, incluindo os robôs mais influentes do planeta.

A história acompanha o detetive Gesicht, um robô da Europol com aspecto humano, encarregado de investigar esses assassinatos.  Em pouco tempo, ele descobre que as vítimas compartilham uma experiência em comum: participaram de um conflito devastador na Ásia Central anos antes.  O nome "Pluto" aparece como uma sombra ameaçadora, um adversário invisível que se assemelha mais a um conceito do que a uma entidade tangível.

Naoki Urasawa exibe sua habilidade narrativa ao criar um suspense denso e atmosférico, empregando com precisão os elementos do thriller investigativo.  O ambiente evoca os momentos mais marcantes de filmes como Minority Report ou Blade Runner, porém com a sutileza emocional típica de seu estilo.  Neste volume, Gesicht já começa a demonstrar sua luta interna, que é carregada de incertezas humanas a respeito de memória, violência e justiça.

Outro aspecto notável é a maneira como Urasawa reinterpreta a mitologia criada por Osamu Tezuka.  Pluto é baseado no arco "O Maior Robô do Mundo" de Astro Boy, porém não se trata apenas de uma homenagem: é uma adaptação profunda e sombria da essência de Tezuka voltada para um público adulto.  Como resultado, temos um mangá que explora a essência da humanidade por meio da perspectiva de seres que deveriam ser apenas "máquinas".

Visualmente, o estilo detalhado de Urasawa acentua o caráter melancólico da obra.  Os ambientes industriais e os ângulos cinematográficos estabelecem um clima opressivo, intensificando a impressão de que algo profundo e trágico está se formando nas profundezas.

O primeiro volume é introdutório, porém marcante.  Ele estabelece as bases para uma narrativa mais abrangente, enquanto introduz de forma sóbria os personagens principais, incorpora elementos de mistério e inicia as primeiras críticas sociais — especialmente no que diz respeito aos limites éticos da inteligência artificial e da guerra.

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