O Único Destino dos Vilões é a Morte - Gwon Gyeoeul

Resenha Critica / Arthur Vieira

Texto do volume anterior: Resenha do Volume 1

Ficha Técnica

. Título original: 악역의 엔딩은 죽음뿐 (Villains Are Destined to Die)
. Arte (manhwa): Suol
. Gêneros: Romance, drama, fantasia, isekai, shoujo
. Publicação original: KakaoPage / D&C Media – 2020
. Edição brasileira: NewPOP Editora
. Volume 2 de 3
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Resenha

O segundo volume de O Único Destino dos Vilões é a Morte expande o universo e os personagens introduzidos no primeiro livro, substituindo parte da tensão constante por um desenvolvimento mais gradual e emocional.  A história foca no evento de caça realizado nos campos do palácio imperial, ocasião em que Penelope se sobressai novamente, não só pela destreza, mas também pela compostura e serenidade com que lida com as circunstâncias.  A presença de Callisto, mesmo que por pouco tempo, mantém a tensão entre eles e gera expectativas para futuros encontros.

Neste caso, o enredo foca mais nas relações entre os personagens e na ampliação do elenco.  Um dos destaques é a relação de Penelope com sua serva Emily — antes marcada pelo distanciamento e frieza, agora é construída com gestos de cuidado e confiança mútua, humanizando a protagonista e mostrando camadas além da imagem de vilã.  Também há oportunidade para desenvolver personagens que anteriormente eram considerados secundários, como Winter e, sobretudo, Eckles.  Este último, a princípio subestimado, se apresenta como uma figura poderosa, perspicaz e com intenções ambíguas, apesar de sua “trajetória” receber críticas por apresentar uma dinâmica mestre-escravo pouco convincente no âmbito romântico.

Os irmãos de Penelope retomam a importância, com cenas que evidenciam as tensões familiares e ilustram como as mágoas do passado influenciam cada interação.  No entanto, o ritmo é mais contido: há menos reviravoltas grandiosas e mais construção lenta de climas, o que gera divisões de opinião.  Para alguns, o arco de caça e as intrigas familiares são essenciais para consolidar a história; para outros, parecem uma interrupção prolongada da ação e do romance.

Mesmo assim, o volume consegue superar o primeiro em alguns aspectos.  O humor surge de maneira mais orgânica, o tempo dedicado a cada personagem confere a todos mais profundidade, e a protagonista, cada vez mais ciente de sua posição no “jogo”, torna-se menos reativa e mais estratégica.  O quadrinho termina sem um clímax marcante, porém com a nítida sensação de que os personagens estão sendo preparados para conflitos e alianças mais profundas nos capítulos seguintes.  Trata-se de uma leitura que recompensa a paciência e aprofunda a empatia pelo lado “vilanesco” da trama, mesmo que isso implique uma redução na adrenalina.

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